Vendas de Ilustrações, tanto originais quanto impressões, por e-mail e por telefone (ambos no rodapé da página).

sábado, 27 de dezembro de 2014

Revida

        Às vezes desapareço
        me afasto de tudo
        para não dar noticias de mim.

        De vez em quando me perco
        me esqueço de voltar
        de algum lugar que nem sei onde
        e ninguém sabe de mim.

        Nada como ermitão ou fugitivo
        apenas me dá aquela vontade 
        de me desprender. 

        Me desculpem
        se as vezes sumo daqui
        mas é que fui alí
        me encontrar.




sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Devaneios III

Faz tanto tempo que não escrevo que nem sei mais se ainda mantenho o pouco que havia obtido. Mas sentir os dedos batendo nas teclas, o texto tomando forma na tela e esse ponteiro piscando, prevendo o que virá a seguir... Isso faz sentir bem, sentir leve. Faz a coisa fluir. Uma manhã ensolarada. Aquela lembrança de um dia feliz, de verdade. De rir, de verdade. Como se pudesse ouvir a si próprio, batendo e pulsando.
Estava desenhando faz alguns momentos e, de repente, tive essa vontade de escrever. Falar sobre coisas que eu não fiz mas, que só de pensar, me emocionam. Correr naqueles campos bem verdes cercados de montanhas, bem como aqueles filmes clássicos. Deitar na neve e ver um céu bem azul. Olhar o nada, do alto de uma duna. Sentar no alto de um despenhadeiro – mesmo morrendo de medo de altura – e apenas pirar vendo a aurora boreal. Coisas que não fiz. Coisas que nem sei se farei. Coisas que talvez não sejam tão incríveis, mas são coisas que, por algum motivo, me tornam um cara mais feliz. Pensar que sonho meio acordado e ainda consigo me abobalhar com a mera imaginação. E ela, no fundo, realmente é tudo. Quase como o voo de Peter Pan, mas sem a maluquice de Michael Jackson.
Engraçado como a imaginação é uma influencia fortíssima em minha vida. Em muitos sentidos. Da pura fantasia e do delírio até a realidade, onde moldo pouco a pouco o mundo a meu redor para, quem sabe, tornar um único sonho realidade. Viver aquela fantasia que ninguém vê, mas que no meu coração é tão óbvia e certa que consigo tocá-la e prová-la como essa lata de Coca na minha mão. É difícil. Não busco compreensão alheia, mas gostaria que fosse apenas um pouco mais fácil. Se fazer entender. Mostrar o porquê e, também, não mostrar. Apenas viver. Viver e sentir tudo isso que uma música como City in the Dust on my Window pode nos fazer vibrar. Se não conhece, feche os olhos. Escute. Você vai entender do que estou falando.

Como diz uma pessoa muito importante em minha vida, sou vago demais. Mesmo quando não quero, toco o inefável e sei que apenas eu percebo isso. Essa realidade. Minha lógica muitas vezes  ilógica. Esse mundo tão certo que só pode ser visto por mim, meus sonhos, meus textos e meus desenhos. Reinterpreto a cada traço, letra e tropeço esse vento gelado que – graças aos deuses – passa agora pela janela para ser esculpido como um sopro. Então gesto. Então parto. Aquilo que não fiz, ainda. Aquilo que esse ponteiro piscante sabe bem o que será.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Memórias

É algo complicado. Tentar interpretar, sem ter embasamento algum, as coisas que se passam aqui. Que sinto aqui. E que sei, no fundo, são muito reais. Mas não sei como expressar, de forma falada, escrita, essa onda... sim, uma onda. É algo grande, mas ao mesmo tempo fugaz. Foi. É algo que se promete no passado e que com os olhos do futuro você sabe que corrompeu sua própria sinceridade, no mais alto grau. Não tá mais ali. É como olhar para dentro de um copo e vê-lo vazio, mesmo estando "na boca", transbordando.



Descrever é um fato rotineiro para mim. Nunca tive problemas com isso. Mas não consigo descrever para ninguém as coisas que se passam aqui. Nem nos meus mais sinceros momentos de amizade. Ou abertura. O que é meu dificilmente vai ser visto, ou compreendido, aqui ou ali. Mesmo na cabeça do um compreensivo ou na voz lasciva de outro mais adiantado. A história, o todo... já nem se chama mais todo. São olhares vazios, gargalhadas perdidas, sorrisos piedosos, talvez. O toque que faria a completude se foi. A tanto tempo. Algo tão longe e de difícil visualização. A areia cobre, ranhura por ranhura, poro a poro, o passado que prometia a alegria que não existe hoje, que se reserva a falsidade maldosa da esperança amarga e mentirosa, da vida dolorosa e ruidosamente solitária. Mas a solidão, por si só, não é o motivo do sabor da bile que sobe pela garganta e amarga a boa. A dor está mais perdida, no saber que a solidão não se encontra no corpo, mas na alma. Alguns diriam, no peito. A dor de olhar ao lado e saber que aqueles olhos que antes te olhavam com afeto, hoje te olham com os mesmos olhos de cães observando a rua. Ou pior. O tempo, a memória, passou.


Lembro do beijo roubado, como sem querer. Dois, assustados, lado a lado, sem saber bem o que fazer em seguida, olhando para o alto. Lembro dos sorrisos, primeiramente tímidos. Dos olhares. Dos beijos que se seguiram. Do cabelo longo e do cabelo longo. Dos outros olhares, esses mais concretos. Algumas risadas e  a chance da plenitude que nunca aconteceu. Se perdeu, por mais que continue procurando.  Procuro o que não mais quer ser achado. Para nunca mais se achar.  

Expo Les F.A.T.A:L.S no Tattoo Rock Fest 2013!

por Bruno de Abreu Mendonça, Spike - 2013
todos os direitos reservados.


Opa! Mais uma vez, marquei presença no Tattoo Rock Fest com uma exposição de trabalhos e, dessa vez, foram expostos quatro trabalhos de ilustração/fotografia. Durante três dias, a exposição contou com presença e créditos interessantes por parte dos visitantes. A quem possa interessar, cópias em tamanhos menores e não assinadas estão à venda!

Para ver os quadros, basta clicar nas imagens abaixo. Todos possuem a dimensão de 68x48cm (incluindo moldura), já enquadrados.

As ilustras, em melhor qualidade, vou postar nos próximos posts!

EFREET, O FOGO (vendido)
MARID, A ÁGUA (vendido)

DAO,  A TERRA (vendido)
DJINN, O AR (vendido)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Hyrule

por Bruno de Abreu Mendonça, Spike - 2013
todos os direitos reservados.


Ilustra feita para ser tatuada no braço do cliente. A idéia envolvia o simbolo de Hyrule customizado, a Master Sword de fundo (ambos da série de videogame Legend of Zelda) e mais alguns personagens de jogos que o cliente gostava. No fim, a opção pelo símbolo foi a final e ai está!

Quando tiver as fotos, coloco aqui. :D
::: CONTATO ::: telefone - (62)8126-9981 ::: e-mail - spikeilustra@gmail.com