Nem sei por que comecei a escrever. Estava pirando aqui no desenho de um dragão que estou fazendo... Fazia um bom tempo que não fazia um. Muito mesmo. Nem me lembro qual foi o último. Ou quando foi feito. Sei que sempre gostei muito dessas criaturas, tenham elas existido ou não. Não acredito que tenham. Assim como não acredito em fim do mundo Maia ou serezinhos cabeçudos e cinzas vivendo em baixo de montanhas. Não... Não tipo os anões de Senhor dos Anéis ou os famigerados derros de D&D. Algo como aquelas criaturinhas que caíram numa fazenda em Roswell. Não acredita? Tem gente que alucina nisso. Pode acreditar.O engraçado de escrever coisas assim, na doida, é que o assunto se desenvolve com uma facilidade impressionante. Não importa o que estou pensando, os dedos não respondem muito bem. Agora por exemplo estou pensando num quentinho pão de queijo. Mas ainda assim, teimo em querer falar dessas pirações que surgem por ai, hora ou outra. E elas são muito mais comuns que qualquer um de nós pode pensar. Pode ser você mesmo, me xingando enquanto lê isso. Talvez sua namorada, jurando que Atlântida ta em algum lugar entre as Américas, num continente perdido e tal. Pode ser seu irmão, que jura que ler O Apanhador no Campo de Centeio vai lhe transformar num assassino. Quem sabe um amigo, que jura de pés juntos que sua avozinha morta fala com ele durante as noites. Quem sabe até seu cachorro, esperando por aquele osso que você não deu pra ele. O que importa é que... Não importa.
Às vezes fico um tanto receoso de escrever essas coisas. Sobre crendices, eu digo. Já me falaram que não adianta discutir essas coisas. Mas... Se não adianta, qual a medida disso? Acho muito engraçado pessoas que tem medo de falar sobre suas crendices. E não digo aqui só de religião. Têm tudo como verdades indestrutíveis. Como se os Dez Mandamentos fossem feitos de adamantium. Wolverine que se cuide. Moisés vem ai.
E assim, vamos nos trancafiando na própria loucura. Na absoluta certeza. Verdades absolutas são um tanto assustadoras. Eu acho. Ainda me borro de medo quando penso no tal Cristo Homem. Mexicano maluco... Mas, é a onda de cada um. Enquanto tem gente fuçando atrás de maquinações comunistas – até hoje – ou na impossibilidade de terem ido à lua, eu fico aqui acreditando que alguém realmente leia isso, você esperando que ler esse texto vai te acrescentar algo e todos nós ainda adoramos um personagem de um conto de fadas de dois mil anos.

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"...num mundo governado pela incerteza, o único caminho possível é o da dúvida."
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