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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Devaneios III

Faz tanto tempo que não escrevo que nem sei mais se ainda mantenho o pouco que havia obtido. Mas sentir os dedos batendo nas teclas, o texto tomando forma na tela e esse ponteiro piscando, prevendo o que virá a seguir... Isso faz sentir bem, sentir leve. Faz a coisa fluir. Uma manhã ensolarada. Aquela lembrança de um dia feliz, de verdade. De rir, de verdade. Como se pudesse ouvir a si próprio, batendo e pulsando.
Estava desenhando faz alguns momentos e, de repente, tive essa vontade de escrever. Falar sobre coisas que eu não fiz mas, que só de pensar, me emocionam. Correr naqueles campos bem verdes cercados de montanhas, bem como aqueles filmes clássicos. Deitar na neve e ver um céu bem azul. Olhar o nada, do alto de uma duna. Sentar no alto de um despenhadeiro – mesmo morrendo de medo de altura – e apenas pirar vendo a aurora boreal. Coisas que não fiz. Coisas que nem sei se farei. Coisas que talvez não sejam tão incríveis, mas são coisas que, por algum motivo, me tornam um cara mais feliz. Pensar que sonho meio acordado e ainda consigo me abobalhar com a mera imaginação. E ela, no fundo, realmente é tudo. Quase como o voo de Peter Pan, mas sem a maluquice de Michael Jackson.
Engraçado como a imaginação é uma influencia fortíssima em minha vida. Em muitos sentidos. Da pura fantasia e do delírio até a realidade, onde moldo pouco a pouco o mundo a meu redor para, quem sabe, tornar um único sonho realidade. Viver aquela fantasia que ninguém vê, mas que no meu coração é tão óbvia e certa que consigo tocá-la e prová-la como essa lata de Coca na minha mão. É difícil. Não busco compreensão alheia, mas gostaria que fosse apenas um pouco mais fácil. Se fazer entender. Mostrar o porquê e, também, não mostrar. Apenas viver. Viver e sentir tudo isso que uma música como City in the Dust on my Window pode nos fazer vibrar. Se não conhece, feche os olhos. Escute. Você vai entender do que estou falando.

Como diz uma pessoa muito importante em minha vida, sou vago demais. Mesmo quando não quero, toco o inefável e sei que apenas eu percebo isso. Essa realidade. Minha lógica muitas vezes  ilógica. Esse mundo tão certo que só pode ser visto por mim, meus sonhos, meus textos e meus desenhos. Reinterpreto a cada traço, letra e tropeço esse vento gelado que – graças aos deuses – passa agora pela janela para ser esculpido como um sopro. Então gesto. Então parto. Aquilo que não fiz, ainda. Aquilo que esse ponteiro piscante sabe bem o que será.

Um comentário:

Dúvidas? disse...

Que bom ler algo novo por aqui meu velho! Um abraço!

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